Algo que existe ou não existe e uma vez quebrada nunca mais tem conserto.


Até quando ?

Quando uma classe não reivindica seus direitos básicos, a tendência é a sociedade jogá-la pra escanteio.
É o que ocorre no Brasil com a classe dos artistas plásticos e assemelhados.
Nas últimas décadas, o grande avanço foi o seguinte: os artistas deixaram de ser considerados gente que não "trabalha" por uma grande parte da sociedade, mas foram guindados ao status de um nada que não cheira nem fede, muito pelo contrário.
Enquanto a classe continuar assim, muda, inerte e mofando pelos cantos, os agentes do mercado de arte continuarão dando as cartas e mandando no pedaço.
Até quando essa roubada ?

Notícias que vão mudar a órbita do planeta: João de Deus se entregou.

Glória a Deuxxxx !

Surto.


Mais gato: Xará.


Arte que pode matar.

Não satisfeitos em produzir somente arte de mal gosto, alguns representantes da Arte Contemporânea Decadente também passaram a produzir arte que bota em risco a integridade física de seus observadores.
O artista Richard Serra, por exemplo, empilhou chapas que pesam toneladas, num equilíbrio instável, que podem desabar a qualquer momento, fazendo com que os espectadores virem pastel.
Por sua vez, os gênios da arte decadente Ed e Nancy Reddin simplesmente criaram uma escultura do tipo roleta russa, que pode disparar uma bala direto na cara do freguês a qualquer momento.
Como se fosse uma loteria, a escultura foi programada para disparar aleatoriamente uma vez a cada 10.000 anos.
Pra ficar frente a frente com essa imbecilidade, os visitantes tem que assinar um termo isentando a galeria de qualquer tipo de responsabilidade.
Outra estupidez é a escada de Mark Griffin, obra de arte que possui cerca de 40 metros de altura, feita para ser escalada pelos observadores sem qualquer equipamento de segurança.
Pra finalizar, a maravilhosa catraca de Chris Burden. Obra de arte que cada vez que é acessada faz com que um eixo empurre as paredes da galeria, até que a mesma desabe um dia na cabeça dos espectadores. Desgraceira que se ocorresse certamente seria a glória para os autores desse troço.
Evidentemente, tem gente que acha uma belezura propostas como essas e dá a maior força pra ver esse tipo de circo armado.
Afinal, vale tudo para aparecer no mercado da Arte Contemporânea Decadente.





O novo nome de Prometheus.

Na mitologia grega Prometheus era um titã, amigo da humanidade, que foi condenado por Zeus a ser amarrado num rochedo e ter seu fígado devorado por uma águia por toda a eternidade - após cada ataque da ave, o fígado de Prometheus se regenerava no dia seguinte.
O crime de Prometheus foi roubar e entregar aos homens o fogo do Olimpo, que era guarnecido pela deusa Héstia.
Segundo Zeus, essa atitude imperdoável de Prometheus colocou em risco todo o Olimpo, porque se tivessem acesso ao fogo os homens poderiam se tornar tão poderosos quanto os deuses.
Como se sabe, no final das contas Zeus tinha razão: Prometheus foi um dos que ajudou os homens a tocar fogo no circo e a se libertar da ditadura dos olímpicos.
Vista pela ótica da Arte, parece que a história de Prometheus continua mais viva do que nunca, com um pequeno detalhe no final.
De fato. Continua existindo um Olimpo da Arte com seus deuses e seu fogo sagrado, e um Prometheus que gatunou essas chamas para entregá-las aos artistas mortais.
O detalhe é que Prometheus mudou de nome e hoje ele se chama: Internet.

Passarinho.


Perdido na selva.


Um poema de Leminski que eu gostaria de ter escrito e um quadro de Van Gogh que eu gostaria de ter pintado.

a noite
me pinga uma estrela no olho
e passa


85 anos.


90 anos.


Sarah Thornton: artistas têm fantasias de onipotência.

LEIA AQUI.

Vingança.

A sociedade contemporânea enlouquece seus heróis. Na real, todas as sociedades sempre enlouqueceram seus heróis. Uma espécie de vingança, recheada de inveja e fraquezas.

Eu, Gaston Bachelard e a Poética do Espaço.

A Poética do Espaço é uma obra fantástica que foi escrita pelo filósofo Gaston Bachelard.
Foi a leitura desse livro que me levou a concluir, há muitos anos atrás, sobre aquele que, para mim, é um dos papeis mais importantes desempenhados pelas obras de arte, que é este: agregar poética aos espaços onde elas se encontram alojadas.
Esse é o ponto de partida que eu utilizo todas as vezes que me perguntam se determinada obra de arte assenta bem nesse ou naquele ambiente.
A seguir um fragmento do livro de Bachelard - trata-se de La Redousse, a casa de Malicroix, protegendo seu dono de uma terrível tempestade.
Eis o texto:
"A casa lutava bravamente. A princípio ela se queixava; as piores rajadas a atacaram de todos os lados ao mesmo tempo, com um ódio nítido e tais urros de raiva que, durante alguns momentos, eu tremi de medo. Mas ela resistiu. Quando começou a tempestade, ventos mal humorados dedicaram-se a atacar o telhado. Tentaram arrancá-lo, partir-lhe os rins, fazê-lo em pedaços, aspirá-lo. Mas ele curvou o dorso e agarrou-se ao velho vigamento. Então outros ventos vieram e, arremessando-se rente ao solo, arremeteram contra as muralhas. Tudo se vergou sob o choque impetuoso; mas a casa, flexível, tendo-se curvado, resistiu à fera. Sem dúvida ela se prendia ao solo da ilha por raízes inquebrantáveis, e por isso suas finas paredes de pau-a-pique e madeira tinham força sobrenatural. Por mais que atacassem as janelas e as portas, pronunciassem ameaças colossais ou trombeteassem na chaminé, o ser agora humano em que eu abrigava meu corpo nada cedeu à tempestade. A casa apertou-se contra mim, como uma loba, e por momentos senti seu cheiro descer maternalmente até o meu coração. Naquela noite ela foi realmente minha mãe. Eu só tinha a ela para me proteger e amparar. Estávamos sozinhos."


Gaston Bachelard

Freud pergunta.


72 anos.


61 anos e 89 anos.


60 anos.


79 anos.


77 anos.


70 anos.


70 anos.


73 anos.


89 anos. Vai encarar ?


Evolução.

O homem primitivo viveu no Paleolítico, no Mesolítico e no Neolítico. O homem atual vive no Ansiolítico.

O último a dormir.

Em casa de menino de rua o último a dormir apaga a lua.

Dercy.


Estilo.


Artista.


Classe média.


Pergunta.


Frases ou tirinhas ?