DIÁRIO DA PANDEMIA: NOSSAS TRÊS ESPADAS FLAMEJANTES

Enganam-se os que pensam que esse tal de coronavírus é invencionice chinesa.
Ou americana. Ou seja lá de quem for. Na real, esse tróço é coisa do outro mundo. É coisa do diabo mesmo. É papa fina de primeira linha do Demo. Mas do Demo chefão. Do chifrudo que pega pesado. Que pega pra valer. Tão diferente daqueles diabretes fakes dos pastores artistas da televisão que rosnavam mas não faziam mal pra ninguém. Que saudades da diabarada da TV na madrugada! Meu Deus que saudades daqueles pobres diabos magrelos e inofensivos se retorcendo feito minhoca em cima do palco!


Além de sufocar as pessoas até a morte, que é uma morte horrível, convenhamos, o exército invisível do diabo mais perverso que já existiu na face da terra também trouxe em suas mochilas o ódio, a intriga, a mentira, o roubo, a descompostura, a traição, a perfídia, o desamor e, sobretudo, um egoísmo como nunca se viu igual. Tudo ao mesmo tempo, num jato só. Na televisão, na internet, nos jornais, nas ruas, nos hospícios, nas igrejas, nos hospitais, nos palácios, nos cemitérios, em todos os cantos e quadrantes.

Nossos anjos protetores, comandados por Miguel, Daniel e Rafael, os três arcanjos do Senhor com suas espadas flamejantes, vem lutando dia e noite para deter essas microesferas assassinas com cabelos de corneta que resolveram aterrizar por aqui. Mas a batalha é longa. Extenuante. Traiçoeira e cheia de armadilhas.

Em hebráico, o nome de Miguel significa: “Quem como Deus”; o nome de Daniel significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção", e o nome de Rafael aparece no Antigo Testamento, no livro de Tobit, com o significado de: “Deus curou” ou “Medicina de Deus”.

Nossos anjos vencerão!

Felix Rego