VALE TUDO: TESEU E O MINOTAURO

Posseidon era deus do mar e campeão de Jet Ski.
Certo dia Posseidon embrulhou um enorme touro branco em papel celofane vermelho e o enviou pelos correios para Minos, rei de Creta.
De acordo com o cartãozinho que acompanhava o presente, era para Minos fazer um super churrasco com o touro, mas Minos simpatizou com o bicho e decidiu poupá-lo definitivamente das brasas.
Posseidon espumou de raiva diante dessa insolência, e resolveu se vingar enfeitiçando Parsifae, mulher de Minos e rainha de Creta.
O feitiço pegou no ato. Parsifae se apaixonou a tal ponto pelo bicho que não deu outra: depois de um tempo nasceu um minotaurozinho, uma gracinha de criança com cabecinha de touro, buraquinho no queixo e olhos faiscantes como os de sua mãe.
Quando o minotaurozinho cresceu, Minos chamou Dédalo, o arquiteto, e ordenou que ele construísse um labirinto inexpugnável para o minotauro morar, um emaranhado de corredores, úmidos e sinistros, dos quais fosse impossível alguém escapulir.
Como havia vencido uma guerra contra Atenas e andava querendo fazer média com Parsifae depois dela ter feito lipo e botox, Minos passou a exigir que os atenienses enviassem sete rapazes e sete virgens, a cada nove meses, para serem devorados pelo filho bastardo de sua amada, a rainha de Creta. Indignado com essa situação, um sujeito casca grossa, chamado Teseu, se ofereceu para encarar um vale-tudo com o Minotauro dentro do labirinto.
Lá pelo décimo round, num golpe de pura sorte, Teseu conseguiu aplicar um espetacular mata-leão no adversário chifrudo, aniquilando-o de vez. Teseu saiu do labirinto guiado por um GPS que Ariádne, filha de Minos, havia dado para ele, e recebeu o cinturão da vitória.
Tempos depois, Teseu se apaixonou por Ariádne, se mandou com ela, e nunca mais deu notícias.
Ninguém sabe se foram felizes para sempre ou se acabaram na porrada em alguma Vara de Família do Olimpo, discutindo pensão alimentícia e todo o resto da bagaça.